GERAL

A nova Suprema Corte

No dia 9 de julho, o Presidente Donald Trump anunciou sua escolha do juiz Brett Kavanaugh para a Suprema Corte. E no sábado passado, depois de uma votação do Senado de 51-49, Kavanaugh oficializou sua entrada na corte.

Kavanaugh está tomando o lugar do ex-juiz Anthony Kennedy, que se aposentou depois do último recesso da corte. Mas sua presença não ficou livre de controvérsias. Desde sua nomeação, a esquerda reclamava que ele era conservador demais. “Ele é uma ameaça ao direito de escolha da mulher”, fazendo referência ao direito de uma mulher de escolher abortar ou não. Por outro lado, a direita diz que é um dos melhores juristas que temos.

Apesar dessa política, a grande polêmica começou quando alegações de agressão sexual surgiram. E, durante seu depoimento, Kavanaugh fez comentários mal-educados. Qualquer que tenha sido sua opinião quanto às alegações, a retórica dele foi desnecessária e indigna do cargo de juiz. A Suprema Corte tem somente nove cadeiras, e tornar-se juiz dessa grande corte deve ser um privilégio, e não um direito. Um juiz da Suprema Corte deve estar acima da política.

Essa mudança na Suprema Corte é importante para os Estados Unidos porque provavelmente mudará a direção da corte. Kavanaugh está tomando o lugar do Kennedy, o juiz conhecido como o swing vote. No passado, as decisões de 5 a 4 foram quase todas decididas por Kennedy. Às vezes ele ficou do lado dos juízes mais conservadores; às vezes ele ficou do lado dos juízes mais liberais. Agora, é quase certeza que Kavanaugh ficará sempre com os conservadores.

Só o tempo vai nos dizer qual o impacto real da escolha de Kavanaugh. Porém, sem dúvida vai ter um impacto real.