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O Big Brother não pode saber onde você está

O avanço tecnológico traz muitas coisas positivas para nossas vidas. Telefones celulares, por exemplo, facilitam a comunicação entre nós e nos permitem ficar em contato de qualquer lugar no mundo. No entanto, nossa privacidade passa a ser mais e mais exposta.

Em 2013, duas bombas caseiras explodiram durante a Maratona de Boston. Graças às câmeras de segurança nas ruas, os policiais puderam identificar dois suspeitos em tempo real.

Sem dúvida, a tecnologia ajuda os policiais a fazerem seu trabalho. Mas também pode conduzir ao abuso ou à tentação de usá-la de forma imprópria ou ilegal. O caso de Carpenter vs. Estados Unidos é um desses.

Timothy Carpenter foi condenado por uma série de roubos, pois as torres de celular o colocavam nas cenas dos crimes. O governo obteve o histórico dos registros de seu celular da empresa de telecomunicações, e por isso, o advogado dele alegou que houve uma busca ilegal. A Suprema Corte concordou.

De acordo com a Corte, é necessário que um policial tenha um mandado de busca para rastrear o celular de um usuário caso esteja fazendo alguma investigação e precise de seus dados de localização. A decisão, contudo, não afeta o acesso a registros bancários, nem de localização em tempo real caso exista uma emergência ou em casos de segurança nacional.

Às vezes é difícil saber até onde vão os limites quando usamos a tecnologia para o benefício do povo. Porém, sempre temos que levar em conta a importância de nosso direito à privacidade.